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Argentinos prolongam a estada no Rio para fugir da crise no país vizinho


Até o feriado da Semana Santa, em abril passado, o argentino Fernando Pedro, de 59 anos, estava tirando onda em Saquarema, na Região dos Lagos. Curtia o balneário com a filha, Victoria, numa casa com piscina.

Mas a moça, que é malabarista, seguiu viagem para Vitória (ES), e ele veio arriscar a sorte no Rio, no embalo da Copa do Mundo. A maré mansa acabou para o artesão, que está há oito meses no Brasil:

— Lá era tudo mais em conta. Agora, estou morando no Vidigal e pago R$ 800 de aluguel. No mês, chego a fazer uns R$ 2 mil — conta Fernando Pedro, que já está acostumado à vida andarilha e deixou a mulher na Argentina, onde ela é diretora de uma escola: — De dez em dez anos, mais ou menos, a economia argentina entra em crise, e muitos de nós preferem sair de lá.

Não há estatísticas oficiais, mas a invasão dos hermanos começou antes da Copa — em julho do ano passado —, teve o ápice durante o Mundial e se mantém até hoje. Basta andar pela orla de Copacabana para esbarrar com algum argentino oferecendo artesanato e disputando espaço com os ambulantes cariocas.

O ciclo da crise apontado por Fernando Pedro como a causa da invasão é confirmado por analistas econômicos. Segundo Richard Rytenband, especialista em Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV), essas fases de vacas magras são provocadas por um desmedido intervencionismo estatal.

— Basta um governo intervir de forma exagerada na economia para que distorções levem ao sufocamento do quadro econômico. Depois disso, reformas e medidas liberais são adotadas, para que se restabeleça um equilíbrio mínimo — afirma.

Essa fuga provisória, que busca um suspiro financeiro em momentos de pré-colapso, é conhecida na Argentina. Um fluxo pendular de mão de obra que irriga diversos mercados pelo mundo, principalmente, os de Brasil e Espanha.

Na sexta-feira passada, o Comitê de Determinações da Associação Internacional de Swaps e Derivativos divulgou que a Argentina deu, de fato, um calote. O país tinha que quitar até a quarta-feira um vencimento de juros com os credores que toparam as reestruturações de 2005 e 2010, que representam 93% do total da dívida. Os outros 7% se dividem entre credores originais e investidores que compraram os papéis após o calote de 2001, a preços irrisórios, e tentam receber o valor de face dos títulos, chamados ‘‘abutres’’.

Estopim

Argentina anuncia, em 18 de junho, que não pagará a dívida pública de US$ 100 bilhões.

Acordo

Governo argentino propõe pagar o déficit com 70% de desconto, dividido em 30 anos, e 92,4% dos credores aceitam. Os 7,6% restantes vendem os títulos para fundos de investimento norte-americanos, os “abutres”.

Ataque

“Abutres’’ entram na Justiça cobrando o pagamento de todo o montante devido.

Fator ‘Griesa’

O juiz Thomas Griesa determina que a Argentina pague US$ 1,33 bilhão aos fundos de investimento e proíbe que as parcelas acordadas com os credores primários continuem sendo pagas enquanto o caso com os ‘‘abutres’’ não for resolvido.

Derrocada

Argentina resolve quitar com os credores primários a parcela de US$ 539 milhões, mas o depósito é considerado irregular. A dívida não é paga dentro do prazo, e um novo calote é configurado.

Texto original: http://oglobo.globo.com/economia/argentinos-prolongam-estada-no-rio-para-fugir-da-crise-no-pais-vizinho-13469698

#economia #argentina #crise #economista

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