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Substâncias proibidas no exame de Anderson Silva aumentam a massa muscular


Matéria do Portal do Jornal O Globo

Ortopedista diz que lutador pode ter utilizado elas na recuperação da lesão na perna

Infertilidade e tumor no testículos são alguns dos efeitos colaterais das substâncias que foram encontradas no exame de Anderson - Steve Marcus / AFP/2-2-2015

RIO - A drostanolona e a androsterona, que foram flagradas em um exame antidoping de Anderson Silva feito no último dia 9, são substâncias muito parecidas. De acordo com o cardiologista Serafim Borges, especialista em medicina esportiva, ambas as substâncias são hormônios esteroides aeróbicos que servem para aumentar a força e a massa muscular.

- Elas são da mesma família de esteroides e servem para melhorar o desempenho a curto prazo. Um lutador que foi flagrado com essas substâncias no início de um mês ainda tem um benefício no desempenho 30 dias depois. Não sei se esse foi caso do Anderson. Não tive acesso aos exames dele. Portanto, não seria ético fazer um diagnóstico sobre este caso - diz Serafim.

O exame antidoping no qual Anderson foi flagrado aconteceu 21 dias antes da luta contra Nick Diaz, que também foi flagrado com maconha. Os dois serão ouvidos no dia 17 de fevereiro pela Comissão Atlética de Nevada. Ambos ainda podem pedir a contraprova.

- A contraprova funciona da seguinte maneira. No futebol, por exemplo, o jogador deixa amostras de sua urina em dois vidros: A e B. Se der algo de errado na amostra A, o frasco B é aberto. Não existe essa história de recolher amostras em um outro dia. Portanto, dificilmente, o resultado é diferente. Mas existem casos raros como o do Pedro Solberg (do Vôlei de Praia, que conseguiu provar que houve uma contaminação no laboratório que realizou seu exame) - diz Serafim.

Já o ortopedista Mauricio Marteleto diz que tanto a drostanolona quanto a androsterona podem ser utilizadas na recuperação de uma fratura de tíbia e fíbia - exatamente a lesão que Anderson sofreu em dezembro de 2013, quando tentava recuperar o cinturão dos médios contra o americano Chris Weidman.

- Em uma fratura, o osso só se consolida com exercícios físicos. Nesse processo, quanto mais forte for a massa muscular menor será a dor que o paciente sofre. Uma pessoa que fica parada perde muita massa muscular. E muitos atletas se utilizam dessas substâncias para acelerar a recuperação do tempo perdido - informa Marteleto.

Para o ortopedista, no entanto, a drostanolona e a androsterona não deveriam ser consideradas doping:

- Alguns especialistas as consideram um anabolizante. Mas tanto a drostanolona quanto a androsterona precisam ser metabolizadas dentro do organismo. São substâncias que estão a duas ou três etapas de se transformarem em testosterona. Na minha opinião, não deviam ser consideradas anabolizantes.

Anabolizantes ou não, o cardiologista Serafim Borges informa que os prejuízos a longo prazo pelo uso dessas substâncias podem ser gravíssimos.

- É uma melhora no desempenho ilusória. A pessoa ganha massa muscular, mas é a curto prazo, pois esse ganho não é feito com proteínas. Os efeitos colaterais a longo prazo são muitos: tumores hepáticos; tumor no testículo; infertilidade; e hipertensão são algum deles - alerta Serafim.

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