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O que é crosta láctea?


Matéria do Portal da Revista Crescer

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Você notou que o couro cabeludo do bebê está ressecado, como se fosse... caspa? Trata-se da crosta láctea, um tipo de dermatite seborreica (uma inflamação na pele) comum em bebês. A doença se caracteriza pelo surgimento de escamas, crostas ou caspas amareladas e oleosas, principalmente no couro cabeludo. Mas também pode aparecer, com menos frequência, nas sobrancelhas e pestanas da criança. O que está por trás do problema? Em primeiro lugar, vale destacar que a dermatite seborreica não está relacionada a falta de higiente. “A crosta láctea se deve a uma combinação de excesso de gordura na pele e irritação causada pelo fungo Pytirosporum ovale”, esclarece a dermatologista Tatiana Steiner, assessora do departamento de cabelos e unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O problema tende a surgir nas primeiras semanas de vida e a desaparecer até os 12 meses. A causa é desconhecida, mas, de acordo com a dermatologista, os hormônios maternos transmitidos ao bebê durante a gestação podem estimular as glândulas sebáceas. Então, o óleo produzido na pele seca e se transforma em uma película gordurosa. Além disso, esse excesso de sebo favorece o desenvolvimento de células novas, assim como une as mortas, formando escamas e crostas. Embora a aparência possa assustar os pais, a crosta láctea é inofensiva. Não coça e dificilmente incomoda o bebê. No entanto, é preciso tratá-la, uma vez que há risco de machucar e infeccionar a pele. “Vale ressaltar que não devemos jamais forçar a remoção das crostas”, alerta José Jabur da Cunha, dermatologista e pediatra do Hospital Infantil Sabará (HIS), em São Paulo. O que fazer, então?

Como tratar

Alguns cuidados ajudam a conter o problema e a amenizar o possível desconforto do bebê. “A crosta láctea pode se agravar com a transpiração e o calor”, diz a dermatologista Tatiana, da SBD. Por essa razão, evite cobrir a cabeça da criança, assim como vesti-la com muitas camadas de roupas. Melhor escolher peças feitas com tecidos que deixem a pele “respirar”, como algodão e malha. A especialista recomenda a aplicação de óleo emoliente (de origem vegetal, como o de amêndoas) nas zonas afetadas para amolecer as crostas, cerca de 30 minutos antes do banho. Durante a higiene, retire o produto, lavando delicadamente. Em seguida, seque bem toda a pele e a região da cabeça, escovando-a com uma escova de cerdas macias. Diante de qualquer sinal de vermelhidão, é preciso ligar ao pediatra – o sintoma pode indicar uma infecção. “Se não houver melhora com medidas caseiras, o mais adequado é consultar um dermatologista”, sugere Cunha, do HIS. O médico poderá indicar loções com hidrocortisona, xampus específicos ou mesmo cremes antifúngicos.

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