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Bela Gil comeu a própria placenta: médico esclarece a polêmica


Apresentadora fez uma vitamina de banana com a placenta. Médico desvenda se existem benefícios na prática


Conhecida pelo seu estilo de vida natural, a apresentadora Bela Gil seguiu essa filosofia no parto do seu segundo filho, Nino, que nasceu em maio deste ano. Foi realizado um parto natural, na água e em casa, sem nenhum tipo de intervenção. Em entrevista, Bela revelou que ingeriu a própria placenta depois do nascimento do bebê, preparando um tipo de vitamina de banana na qual ela misturou o órgão. Flor, filha da apresentadora, também bebeu um pouco da mistura.



Mas, afinal, existem benefícios nessa ação, que vem se tornando popular entre as famosas? Muito se fala sobre as vantagens da placentofagia para a recuperação da mulher no pós-parto e para a lactação, por exemplo, mas nada disso foi confirmado pela medicina até hoje. "Não existem trabalhos científicos que comprovem esses reais benefícios e também não temos nenhum dado histórico ou antropológico que comprove as vantagens da prática", destaca o ginecologista e obstetra Cláudio Basbaum.

Rica em proteínas e nutrientes?

O especialista ressalta também que a concentração de substâncias encontradas na placenta não é significativa. "Com o passar da gestação, a placenta vai progressivamente envelhecendo e, com isso, perde suas principais funções. Ela é uma estrutura feita de vasos sanguíneos e funciona como um elemento intercomunicador, permitindo as trocas daquilo o que é produzido pela mãe, levando os nutrientes, ferro, cálcio, proteínas, fatores imunológicos maternos e fazendo trocas de oxigênio e gás carbônico entre mãe e bebê até o nascimento", diz ele.

A forma como a placenta é preparada (muitas vezes ela é cozida ou aquecida para consumo) também acaba reduzindo ainda mais as "eventuais substâncias que pudessem existir no material", acrescenta o especialista.

"A placentofagia é um hábito de mamíferos não-humanos para apagar rastros para predadores, que vão atrás das crias. Essa ação é gerada ainda pela falta de recursos disponíveis aos animais logo após o nascimento do filhote, quando a mãe não pode sair do lado de seu filhote, mas precisa se alimentar. O que não ocorre com grande parte das mulheres no pós-parto", diz Cláudio Basbaum.


Ocitocina traz os mesmos benefícios


Quando o bebê nasce, o contato físico imediato com a mãe desencadeia a liberação de hormônios, "estes sim cientificamente reconhecidos pela ciência, como a prolactina, responsável pela descida leite, através dos estímulos dos mamilos, e também a ocitocina, que exerce uma ação instantânea sobre a contração do útero no pós-parto, prevenindo o sangramento nesse período", finaliza o especialista.

#Portais #placenta #PortalMinhaVida #DrCláudioBasbaum

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