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Dia do amigo: as histórias de jovens que se uniram para superar barreiras


A amizade é um laço afetivo tão importante na vida das pessoas que foi criado um dia especialmente para homenageá-la. O "dia do amigo", comemorado em 20 de julho, é uma daquelas raras oportunidades de reconhecer e homenagear as pessoas que surgem nas nossas vidas e se tornam fundamentais. Para Felipe, 24, e Caio, 21, é um dia de celebração. Eles são amigos há 6 anos e a amizade dos dois se fortaleceu nas aulas de pintura das oficinas de arte do Instituto Olga Kos, que atende pessoas com deficiência intelectual e promove a inclusão dessas pessoas na sociedade por meio das práticas esportivas e culturais. Felipe e Caio estão sempre se ajudando e um incentiva o desenvolvimento do outro. Eles evoluem juntos graças ao sentimento que aprenderam a cultivar e a amizade dos dois é tão forte que espalhou a semente entre as pessoas que convivem com eles.

"Eu percebi logo o quanto era importante e significativa a amizade do Caio com o Felipe. Conhecer o amigo fez com que ele se tornasse mais sociável e aprendesse a dividir os seus sentimentos", diz Sandra, mãe de Caio.

"Os dois se vêem quatro dias da semana, já fizeram até uma viagem internacional juntos e as famílias também se tornaram amigas", lembra a mãe de Felipe, que também se chama Sandra.

No Instituto Olga Kos, os jovens com deficiência intelectual aprendem a desenvolver diversas habilidades e tem a oportunidade de conviver com seus semelhantes de forma a melhorar sua sociabilidade e também construir laços que duram para a vida toda. Nas oficinas de arte, são realizadas atividades de pintura e dança, enquanto os projetos de esporte incluem oficinas adaptadas de Taekwondo e Karatê.

"Essas atividades visam trabalhar os aspectos físicos, motores e cognitivos desses indivíduos, aumentando sua consciência corporal, estimulando a autonomia e a interação social. A participação das famílias nesse processo é fundamental", explica Wolf Kos, presidente do Instituto Olga Kos.

Guilherme, 18, e Leandro, 22, se conheceram há dois anos nas aulas de karatê. Também são amigos inseparáveis e aproveitam ao máximo as oportunidades oferecidas pelo Instituto. Além do Karatê, eles também frequentam as aulas de pintura. Aamizade dos dois é admirada e incentivada pelas famílias que reconhecem o trabalho de inclusão promovido pelo IOK.

"O meu filho se desenvolveu muito. Estabeleceu laços de amizade não só com o Leandro, que é o melhor amigo, mas com outras pessoas que frequentam as oficinas. Eu nunca pensei que um dia ele pudesse fazer todas as coisas que faz agora. É bom saber que o IOK olha para os nossos filhos com os olhos que eu gostaria que o mundo todo olhasse", completa Arlete, mãe do Guilherme.

Sobre o Instituto Olga Kos

www.institutoolgakos.org.br

Fundado em 2007, o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK) é uma associação sem fins econômicos, com qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que desenvolve projetos artísticos e esportivos, aprovados em leis de incentivo fiscal, para atender, prioritariamente, crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual. Além disso, parte das vagas dos projetos é destinada a pessoas sem deficiência, que se encontram em situação de vulnerabilidade social e residem em regiões próximas aos locais onde as oficinas são realizadas. Atualmente, são 3,5 mil pessoas atendidas nas atividades desenvolvidas em 40 locais de São Paulo. O Instituto Olga Kos conta com uma equipe multidisciplinar formada por artistas plásticos, arte-educadores, psicólogos, educadores físicos, fisioterapeutas, mestres em Karate-Do e Taekwondo, profissionais multimídia e pedagogos.

As oficinas de esportes buscam incentivar a prática esportiva (Karate-Do e Taekwondo), estimular o desenvolvimento mo­tor e melhorar a qualidade de vida dos participantes. Já as oficinas de artes buscam divulgar a diversidade cultural e artística de nosso país, expandir o acesso à cultura, incentivar o exercício da arte e desenvolver os canais de comuni­cação e expressão dos participantes, por meio dos programas: “Pintou a Síndrome do Respeito” e “Resgatando Cultura”.

Todas estas atividades procuram garantir que a pessoa com deficiência intelectual reúna con­dições de participar de forma mais efetiva da sociedade da qual ela faz parte. Além disso, o IOK desenvolve a articulação de redes de apoio para geração de renda e inclusão no mercado de trabalho, por meio de parcerias com instituições que promovem o aprendizado de habilidades profissionais.

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