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Ozonioterapia: uma técnica que usa gás ozônio. Saiba mais sobre o que é e seus cuidados


Um Projeto de Lei no Senado que autoriza a prescrição do tratamento no Brasil colocou o Conselho Federal de Medicina (CFM) e especialistas na área em lados opostos da discussão.

Uma técnica que usa gás ozônio contra infecções, inflamações e dor está causando polêmica no meio médico. A ozonioterapia, uma mistura de gás oxigênio e ozônio, tem sido usada há mais de cem anos para tratar problemas circulatórios, feridas infectadas, queimaduras, hérnia de disco e é até como terapia complementar para o câncer. No entanto, a aprovação de um Projeto de Lei no Senado que autoriza a prescrição da técnica no Brasil colocou médicos especialistas e o Conselho Federal de Medicina (CFM) em lados opostos da discussão sobre o assunto.

O CFM chegou a emitir uma nota de repúdio à lei, em dezembro do ano passado, com apoio de outras 24 entidades médicas de representação nacional. No documento, os médicos argumentam que autorizar a oferta da técnica sem a certeza de sua eficácia e segurança “expõe os pacientes a riscos, como retardo do início de tratamentos eficazes, avanço de doenças e comprometimento da saúde”, alerta.

Por outro lado, a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz) argumenta que, se a técnica for aprovada, poderá reduzir entre 20% e 80% os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) ao substituir tratamentos convencionais para algumas doenças. “O ozônio vai reduzir a internação dos pacientes, o consumo de remédios e gerar economia”, detalha a presidente da Aboz, Maria Emília Gadelha.

Os defensores do método vão além da discussão científica e dizem que a ozonioterapia não prospera no país porque contraria interesses da indústria. "O interesse é da indústria farmacêutica e da indústria de material médico hospitalar”, relata. “Esse lobby contrário ao direito constitucional do acesso ao tratamento de saúde é muito grave, é uma irresponsabilidade. Se espera que o CFM, enquanto entidade médica que zela pela ética médica, deveria se preocupar em ter uma postura responsável em relação à população brasileira”, rebate Gadelha.

Segundo a presidente da instituição, há anos a entidade médica negligencia a prática da ozonioterapia. “Durante anos não quiseram ouvir falar do procedimento e o que acontece é que durante muito tempo tentaram manter o tratamento como experimental e depois que deveria ser uma pratica integrativa e complementar que pode ser feita por qualquer pessoa. É uma irresponsabilidade”, diz Gadelha. “A idéia foi exatamente mostrar que o ozonioterapia é um processo que qualquer pessoa pode fazer. Não reconhecer que é um procedimento médico para cair em descrença”, finaliza.

Já o CFM usa um tom técnico, mas pouco amigável ao falar da terapia. Na nota divulgada em dezembro do ano passado, os médicos defendem que o tratamento seja considerado apenas uma terapia alternativa, como o reiki, a musicoterapia e a osteopatia, entre outros, que hoje são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para o vice-corregedor do CFM, Aizenaque Grimalde, o principal impasse do tratamento é a falta de comprovação cientifica. “É uma terapia com indicações diversas e isso preocupa bastante”, diz. O que acontece é que não existem evidências hoje em dia de que o tratamento é realmente eficaz, e esse tratamento vai custar caro para alguém”, alerta.

Pesquisas

A favor de quem defende a ozonioterapia está o fato de essa ser uma técnica secular e já aprovada em diversos países. Na Alemanha, a prática é reconhecida pelos órgãos de saúde e ofertada na rede pública desde a década de 80.

O ozônio medicinal, em contato com o organismo, apresenta ações de melhoria da oxigenação e da circulação sanguínea, redução de dor e inflamação, além de propriedades germicidas. Desta maneira, podem ser tratadas com a ozonioterapia diversas patologias, sejam de origem isquêmica, inflamatória ou infecciosa.

Além de, segundo especialistas na técnica, o tratamento acelerar o tempo de cicatrização de feridas de diabetes, por exemplo, uma das doenças que mais atinge os brasileiros. “Por isso o tempo de internação diminui, bem como o uso de medicamentos, e inclusive a probabilidade das amputações”, diz um estudo feito pela Aboz. No Brasil, por hora, em média 11 pacientes diabéticos são amputados.

Cuidados

Seja qual for a finalidade, esse recurso nunca deve substituir os tratamentos tradicionais. E é extremamente importante que um profissional realize o procedimento. Se aplicado em doses excessivas, o ozônio pode provocar de problemas respiratórios a desfechos fatais. Do contrário, a única contraindicação absoluta é para pessoas com uma deficiência relacionada à enzima G6PD. Sem ela, essa terapia tende a causar a destruição em massa das hemácias, células do sangue cuja função no organismo é transportar oxigênio.

Segundo a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), atualmente o procedimento é reconhecido em mais de dez países, entre eles Suíça, Itália e Cuba, além de ser praticada em 13 Estados americanos.

Veja matéria publicada no site Correio Braziliense.

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