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Barriga solidária: como funciona esse ato de amor e solidariedade?

Entenda o tratamento que pode realizar o sonho de casais que não conseguem engravidar por meios convencionais


Foto: Internet


A barriga solidária, ou útero de substituição, é um dos tratamentos feitos por mulheres que não conseguem engravidar, devido a problemas de saúde, além de ser uma opção para os casais homoafetivos que desejam ter filhos sem ser por meio da adoção. A prática no Brasil é abordada de modo detalhado na resolução do CFM em 2017 e só pode ser feita quando não há lucro envolvido.


Com o dia dos pais se aproximando e a barriga solidária sendo uma opção de tratamento para os casais homoafetivos que desejam ser pais de filhos biológicos, a médica e diretora da Fertipraxis, Clínica de Reprodução Assistida, no Rio de Janeiro, Dra. Maria do Carmo, explica como funciona essa técnica.


Barriga solidária x barriga de aluguel


Muitas pessoas conhecem a técnica pelo nome popular “barriga de aluguel”, em que a mulher “empresta” o seu útero para que um casal possa realizar o sonho de ter filhos biológicos. Esse procedimento é o mais adotado pelos casais homoafetivos. No entanto, o termo “barriga de aluguel” não é correto, sendo apropriado dizer “barriga solidária” ou “útero de substituição”, visto tratar-se de prática sem fins lucrativos.


Para quem é indicado e como funciona?


A barriga solidária é uma opção de tratamento para casais homoafetivos, sendo eles compostos por duas mulheres ou por dois homens; por casais heterossexuais; para as mulheres que foram submetidas à histerectomia (quando ocorre a retirada do útero); para aquelas que nasceram com má formação uterina (útero infantil, rudimentar ou ausência congênita de útero) incompatível com a gestação e para aquelas que apresentem alguma condição que impeça a gravidez.


O método difere para cada caso. Em casais homoafetivos, além da barriga solidária, os doadores precisam ser anônimos para o material genético. Para um casal composto por duas parceiras, a gravidez pode ser compartilhada, em que uma fornece os óvulos, e a outra o útero. Porém, nesses casos, o doador dos espermatozoides precisa ser anônimo”, recorrendo-se a um banco de sêmen. Por outro lado, quando o casal é composto por dois parceiros, os óvulos doados são anônimos, e os espermatozoides são de um dos dois. Com isso, os embriões gerados serão transferidos à mulher que está “cedendo” o útero, para que a gravidez aconteça. “Já nos casais heterossexuais, se faz a estimulação medicamentosa dos ovários da mãe biológica e o preparo do útero da cedente temporária é realizado paralelamente para receber os embriões no momento oportuno”, pontua a Dra. Maria do Carmo.


Apoio do casal à gestante solidária


Embora seja proibido qualquer lucro a partir da barriga solidária, é necessário que a gestante possa contar com o apoio do casal para os cuidados durante o pré-natal, o parto e o acompanhamento psicológico.


Regras a serem seguidas na técnica do útero de substituição


• A cessão temporária do útero não pode ter caráter lucrativo ou comercial;

• A cedente temporária do útero deve pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o quarto grau (primeiro grau – mãe; segundo grau – irmã/avó; terceiro grau – tia; quarto grau – prima);

• Caso não haja um parente para gestar, é permitido realizar a barriga solidária em uma mulher que não seja da família, mas é preciso apreciação e autorização do Conselho Regional de Medicina.


Sobre Dra. Maria do Carmo Borges de Souza

Graduada em Medicina com Mestrado e Doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora da UFRJ e Livre - Docente pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Presidente da REDLARA - Rede Latino Americana de Reprodução Assistida. É membro da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia - ESHRE; Membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida - SBRA; Diretora da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro e Diretora Médica da FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana.


Sobre Dr. Roberto de Azevedo Antunes

Graduado em Medicina com Especialização em Reprodução Assistida e Endoscopia Ginecológica. Mestre em Ciências da Saúde, com ênfase em Fisiologia endócrina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Diretor Médico da FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana, Diretor da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro e Diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida- SBRA. Doutorando em Ciências da Saúde, pelo programa de Endocrinologia da UFRJ.


Sobre Dr. Marcelo Marinho de Souza

Graduado em Medicina com Mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Diretor Médico da FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana, especialista em Reprodução Humana com títulos pela Rede Latino Americana de Reprodução Humana (REDLARA) e Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). É membro da American Society for Reproductive Medicine (ASRM) e da European Society of Human Reproduction and Embriology (ESHRE).


Sobre a FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana - http://www.fertipraxis.com.br


A Clínica FERTIPRAXIS é certificada pela Rede Latino-americana de Reprodução Assistida por cumprir com eficiência as normas de controle de qualidade requeridas para todos os procedimentos. As instalações modernas são equipadas com recursos de alta tecnologia para manipulação e criopreservação de gametas e embriões, garantindo segurança no manuseio das amostras biológicas. Junto à tecnologia, o acolhimento aos pacientes é objetivo primordial. Os profissionais que atuam na clínica, médicos especialistas, embriologistas, enfermagem e psicóloga, utilizam as mais avançadas técnicas de reprodução assistida para atender, orientar e tratar da forma mais adequada as pessoas que querem engravidar.


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