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Como escrever para as Redes Sociais?


Carlos Drumond de Andrade e o manual de Tv da Alice Maria como referências



O poeta disse certa vez, "escrever é a arte de cortar palavras". A jornalista foi didática sobre como conduzir uma prosa e usou a metáfora da "conversa na janela" em seu manual de telejornalismo escrito em meados da década de 1970 para a TV Globo. Ambos, apesar de veículos diferentes, tentavam passar ensinamentos básicos sobre como se comunicar. Sim, a comunicação é o que importa, porque o meio se modifica ao longo do tempo.


O papel da escrita na comunicação é bem recente e só virou um meio de comunicação em massa com a invenção do papel e que se disseminou de vez com a revolução industrial e a chegada das máquinas de tipografia.


No filme o "Mestre dos gênios", em homenagem ao editor americano Sam Perkins, o escritor Tom Wolfe, um dos mais aclamados escritores da língua inglesa, é apresentado como um verborrágico. A cena dele chegando com 3 caixas de folhas de papéis de um único livro ilustra bem isso. A discussão sobre o que e onde cortar durou mais de 2 anos e terminou com uma rusga que custou a amizade de escritor e editor.


Certamente, o Sr. Perkins não teria tantos problemas com um dos gênios da nossa literatura. O poeta Carlos Drumond de Andrade sempre defendeu o corte de palavras como a maneira mais eficaz de atingir o ideal da comunicação que é de se fazer entender pelo outro. Se o que eu comunico não é entendido estou perdendo meu tempo e, o pior, roubando o tempo dos outros.


Tempo é uma coisa que os jornalistas de TV não têm. Alice Maria, em seu manual que virou bíblia do telejornalismo, fazia questão de mostrar que a eficiência da comunicação estava na forma como você conversava com o outro. Glória Maria é talvez o expoente máximo desse modelo de comunicação, bem ilustrado pela metáfora de duas vizinhas conversando na janela. Texto pobre, diriam alguns, texto eficiente diz a maioria.



Agora junte o Sr. Perkins, Drumond e Alice Maria. Bata tudo no liquidificador e chegamos ao que pode ser o modelo da linguagem digital. Cortar palavras é necessário. Se fazer intender imprescindível.


Mas afinal, já não era assim com os sinais de fumaça e os tambores?


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