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Congelamento de óvulos: como funciona a técnica citada por Fátima Bernardes

A apresentadora de 59 anos, que é mãe de trigêmeos, anunciou que pensa em engravidar de novo usando óvulos congelados




O Especialista em Reprodução humana, Alfonso Massaguer, esclarece o que como é essa técnica e porquê a procura por ela vem crescendo



Nos últimos anos, cada vez mais as mulheres têm optado por engravidar após os 35 anos. Seja por que estão em busca de mais estabilidade financeira na vida, por terem outras prioridades, ou simplesmente por acharem que não é o melhor momento. Em consequência disso, uma tendência vem se tornando bastante popular, que é o congelamento de óvulos. "Essa é uma das alternativas mais buscadas por mulheres que desejam obter uma extensão da fertilidade. Existem várias técnicas de congelamento, sendo que uma das mais eficazes é a vitrificação, que tem uma taxa de sobrevivência de 95% no descongelamento", explica o especialista em reprodução humana, Dr. Alfonso Massaguer, diretor da Clínica de Reprodução Humana.


Fátima Bernardes foi casada com o jornalista William Bonner e teve 3 filhos. Ela congelou os óvulos na expectativa de uma nova gravidez. Fátima tem um novo relacionamento o Deputado Túlio Gadêlha. Mas o Dr. Alfonso alerta, contudo, que para o congelamento de óvulos ser realmente uma boa opção para a extensão da fertilidade, é necessário tomar alguns cuidados e precauções. Como o médico explica a seguir:


Como funciona o congelamento de óvulos?

O congelamento de óvulos é um procedimento adotado por mulheres que querem estender sua fertilidade por mais tempo. O ideal é que ele ocorra antes dos 35 anos de idade da mulher. Isso porque, até esse período as mulheres têm boas taxas de fertilidade.

Ao congelar os óvulos antes dos 35, é possível preservar as mesmas taxas de sucesso desse período. Mesmo que o descongelamento e fertilização ocorra apenas aos 40 anos.

A porcentagem de sucesso é de 60%.


O processo de congelamento de óvulos envolve várias etapas. Para começar a paciente precisa fazer uma indução de ovulação. Geralmente ela dura por volta de 10 dias, e envolve a ingestão de uma série de medicamentos que irão estimular o crescimento de folículos.


No 12° dia após o início da indução, a paciente é sedada para que os óvulos possam ser coletados. Esse processo é feito com uma agulha especial que fica acoplada a um ultrassom.

Após a coleta, eles serão encaminhados para um laboratório. Nas próximas duas horas eles ficarão em uma incubadora para terminar de maturar, e posteriormente selecionados.

Só então ocorre o congelamento de óvulos. Para isso, utilizasse nitrogênio líquido em uma temperatura de -196°C.


Eles ficarão armazenados até que a paciente decida engravidar.

Qual o custo para fazer o congelamento de óvulos?

O custo desse procedimento depende muito da clínica onde você fará o processo. Geralmente, as despesas do procedimento giram em torno de R$ 10 mil a R$ 18 mil. Elas englobam desde a medicação, até a coleta de óvulos.


Contudo, muita gente não sabe que, além dos custos do procedimento para congelamento de óvulos em si, também existem os custos de manutenção do material coletado. Essas despesas chegam a uma média de R$ 1,2 mil por ano.


É preciso levar em conta, ainda, todos os processos que envolvem o pós congelamento de óvulos, como o descongelamento e a fertilização, por exemplo.


Quando fazer a congelamento de óvulos?

Para que você consiga fazer a extensão da fertilidade, é recomendado que o congelamento de óvulos seja realizado até os 35 anos. Isso porque após esse período os óvulos perdem qualidade.

O congelamento de óvulos é uma opção para mulheres que querem engravidar no futuro.





Sobre Dr. Alfonso Massaguer - CRM 97.335

É Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e atua em Reprodução Humana há 20 anos. DrAlfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) especializada em reprodução assistida. Foi professor responsável pelo curso de reprodução humana da FMU por 6 anos. Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Também é diretor técnico da Clínica Engravida, autor de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina, com passagens em centros na Espanha e Canadá.



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