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Dia dos Pais: especialista em Reprodução Humana conta a sua experiência como paciente


O relato emocionante é do Dr. Alfonso Massaguer, que precisou passar por um tratamento de reprodução assistida para realizar o sonho da paternidade

Esse dia dos pais de 2020 será mais uma data especial na vida do médico que se dedica a realizar o sonho de casais com problemas de fertilização. Acostumado às inúmeras histórias de luta pela gravidez, e a acompanhar de perto o sofrimento de casais com problemas de infertilidade, o destino surpreendeu o profissional, e o ser humano sentiu na pele o que cada paciente já passou ao entrar no consultório em busca de um diagnóstico e do melhor tratamento. ”Ninguém espera realizar um tratamento para ter um filho. A sensação de não conseguir algo que deveria ser simples e fácil, é uma grande frustração. Os sentimentos de homem, marido e médico se confundem nestes momentos. E durante cada etapa do tratamento foi o mais aconteceu, não mais qual parte de mim assumia as decisões. A razão e emoção se embaralhavam.” afirma o Dr. Alfonso que acumula quase 20 anos de experiência como ginecologista e obstetra que atua com Reprodução Assistida. A circunstância vivenciada pelo médico, fez com que na sua relação diária com o paciente fosse adicionada a empatia. Cada casal que entrar no consultório encontrará do outro lado da mesa alguém que entende e compartilha das mesmas angústias e sonhos. Compartilhar essa história que resultou num final feliz, pode servir de inspiração para os casais que sofrem com a infertilidade e desejam muito tornar o sonho da gravidez uma realidade.

O Dr. Alfonso Massaguer é um médico reconhecido pelo trabalho que desempenha à frente da Clínica Mae, e já sabia que a mulher dele, a advogada Patrícia Saggioro Leal, de 35 anos, teria dificuldades para engravidar naturalmente, isso porque ela apresentava uma falta de ciclo menstrual, tendo que fazer uso de pílula anticoncepcional para ter um controle "mais regular". A partir daí, o vasto conhecimento profissional do médico deu segurança e tranquilidade ao casal para seguir no projeto da gravidez. Para Patrícia “toda  a calma e apoio do marido foram essenciais para que a gestaçãp fluísse bem diante de todas as dificuldades”. Os exames levaram ao diagnóstico de ovários policísticos e amenorreia central, que é a ausência de menstruação nas mulheres em idade fértil. Patrícia apresentava outros problemas decorrentes da não menstruação, como endométrio "fino" e o útero não estava nas condições ideais para receber o embrião devido a falta de estímulos hormonais a que foi submetida. Ela também havia retirado um mioma uterino, o que complicava ainda mais o processo. Com o diagnóstico completo, Patrícia se submeteu ao estímulo ovariano e posteriormente iniciou o tratamento de fertilização in vitro - FIV, para conseguir um número adequado de óvulos. Com a FIV o casal conseguiu cerca de 24 óvulos maduros e 11 blastocistos, que são embriões de 5 e 6 dias. Desses 11 embriões, 10 estavam normais, e 1 apresentou alteração na biópsia, com cromossomos em quantidade alterada.

Chegada a hora de começar uma nova etapa do procedimento: a implantação de embriões no útero, um a um. Como qualquer casal, marido e mulher viveram intensamente esses dias. E, como em qualquer tratamento, a parceria do médico foi fundamental para avaliar riscos e apontar novas possibilidades. As duas primeiras tentativas foram frustradas, mas nada abalou o otimismo do casal, mesmo com uma grande alteração no útero, na qual o endométrio, que é a camada que recebe o embrião, era sempre muito fina. O médico já tinha vivido essa situação várias vezes e sabia que as tentativas fazem parte do processo, porém a confiança e resiliência do casal são fundamentais na busca do sonho. A gravidez foi confirmada na terceira tentativa. A advogada reagiu bem ao tratamento e as primeiras semanas da gravidez transcorreram sem qualquer anormalidade. Tanto que o casal decidiu fazer uma viagem pela Europa quando Patricia estava com 21 semanas de gravidez. A viagem era uma recompensa pelo tempo dedicado ao tratamento e um momento da família para se preparar para receber o filho. Mas na vigésima segunda semana, logo após a volta para o Brasil, uma ultrassonografia revelou abertura no colo do útero. "Eu pude constatar nesse exame de imagem que o colo do útero estava com cerca de 7 milímetros, a bolsa entrando dentro do colo, um sinal de infecção e o indicativo de que o parto seria prematuro", relembra o médico.  Neste momento Patrícia relata que  sentiu toda a preocupação do marido, médico e pai. Com riscos sérios de complicações que pudessem fazer Patricia perder o bebê, o médico decidiu fazer um procedimento chamado cerclagem uterina realizado por ele mesmo. "A cerclagem uterina é um procedimento realizado por meio de cirurgia, em que se costura o colo para evitar o nascimento prematuro, e é indicada para mulheres que possuem uma insuficiência do colo do útero, uma dilatação que usualmente ocorre no segundo trimestre de gestação, e que é uma das causas de partos MUITO prematuros, podendo gerar graves sequelas na criança e até o óbito. A cerclagem profilática, antes do encurtamento do colo é muito segura. Porém, a cerclagem de urgência, como era nosso caso, é de grande risco. E neste momento foi onde senti medo, pois todos queríamos nosso bebê saudável", relembra o Dr. Alfonso. Após a cirurgia, Patrícia tomou dez dias de antibióticos, medicamentos para segurar a gravidez e amadurecer o pulmão do bebê, e entrou em repouso absoluto. Todo este esforço levou a gravidez mais adiante. Com 31 semanas e 5 dias de gestação, contrações fortes e indício de sofrimento fetal levou à uma cesariana de emergência, e ao parto prematuro numa madrugada de feriado. Mais uma vez o homem se socorreu do médico que se viu diante das mesmas incertezas de que qualquer paciente sente numa situação como essa. Toda habilidade adquirida por anos de experiência e dedicação à especialidade estava ali sendo colocada à prova. O médico viveu na pele os sentimentos do homem que precisa se apoiar na ciência para continuar sonhando. “Meu desejo era de novamente tentar segurar a gravidez, deixar o Nicolas mais algumas semanas, ou pelo menos mais alguns dias no útero. As fortes contrações me mostraram que o parto era eminente. Ainda tentei mais duas medicações que serviriam para amadurecer o pulmão e reduzir sangramentos cerebrais, e algumas horas mais ajudariam para que fizessem completo efeito. Porém, neste período, o coração do bebê começou a desacelerar. Foi muito duro ver que não poderia aguardar mais um minuto, e fizemos a cesariana. Fiquei muito feliz e aliviado quando o Nicolas chorou e o pediatra deu um Apgar (nota de vitalidade que o bebê recebe nos primeiros minutos de vida) de 9 e 10.”, completa ele, que em meio à angústia e alegria realizou o parto da mulher. O pequeno Nicolas veio ao mundo pesando 2 kg, mas uma infecção logo no primeiro dia de vida fez o bebê perder 500 gramas. Seria mais uma provação para o homem e mais uma chance para o médico usar de todo o seu conhecimento para manter o sonho de pé. Patricia e Alfonso ainda veriam o filho ficar mais 37 dias internado na UTI para que fossem ministrados os antibióticos e a criança ganhasse o peso necessário para deixar o hospital.  “Sempre confiei plenamente no meu marido, que me acalmou e esteve todo tempo ao meu lado. Em nenhum momento ele me deixou fraquejar ou desistir e sempre acreditou que tudo daria certo. Os dias do bebê na UTI também foram muito delicados e a parceria que nos unia ficou ainda mais forte, porque tínhamos o mesmo propósito pela saúde do nosso filho”, destaca Patrícia. Nicolas tem hoje um ano e oito meses, e cada data é uma oportunidade que o casal tem de celebrar a vida do menino. Mas para o Dr. Alfonso Massaguer o dia dos pais é ainda mais especial, porque mostra ao médico que toda a tecnologia e evolução da medicina reprodutiva nunca irá superar a força do pai de lutar pela vida do seu filho.

Sobre Dr. Alfonso Massaguer É Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e atua em Reprodução Humana há 20 anos. Dr Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) especializada em reprodução assistida. Foi professor responsável pelo curso de reprodução humana da FMU por 6 anos. Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Também é diretor técnico da Clínica Engravida, autor de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina, com passagens em centros na Espanha e Canadá.

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