• Ageimagem

E agora? Para onde vai a verba publicitária?

Flávio Polay, um dos precursores da mídia digital out ofhome no Brasil, explica a nova era da propaganda e conta quem são os novos donos dos espaços mais promissores




Créditos: Flávio Polay/ Acervo Pessoal


“O reino das telas já está consolidado. A discussão no mercado publicitário neste momento é qual delas detém a nobreza da oportunidade. Ou seja, quem vai ocupar o trono que um dia foi da televisão, depois, passou a ser disputado pela internet, com o domínio das redes sociais, e agora está sendo tomado pelos segmentos mais variados da iniciativa privada.” É assim que Flávio Polay começa a análise sobre a nova era da propaganda.


O especialista em mídia out of home, publicidade feita nos locais mais improváveis dos espaços urbanos, está sendo procurado por grandes empresas para traçar estratégias e planejar a venda de espaços publicitários recém-descobertos como potenciais minas de ouro para anúncios comerciais.


“Numa época em que quase todo mundo está na rede vendendo produtos, serviços, marcas, informações e a própria imagem, a internet virou um espaço óbvio para propagandas de todo tipo”, diz Polay. “As redes sociais são democráticas e muitos aproveitaram o auge dessa vitrine aberta para uma nova profissão, assim surgiram os influenciadores. Acontece que ter um zilhão de seguidores já não diz tudo que é preciso para acertar o alvo. O que sempre determinou o resultado é o engajamento e no contexto atual ele é mais determinante do que nunca”, explica.

O alerta do especialista publicitário é o seguinte: o engajamento para a decisão de compra é a moeda valiosa que as empresas descobriram que tem nas mãos. Com a Lei Geral de Proteção de Dados, muitas organizações passaram a negociar o cadastro dos clientes, “oferecendo, por exemplo, alguma vantagem, trocando acesso por uma espécie de cortesia e como bônus se adequaram à Lei sem perderem o que todos precisam para vender bem: informação”, explica Polay. “As empresas se deram conta de que são hoje os filtros mais apurados, que sabem muito mais sobre o comportamento de consumo dos seus clientes do que qualquer rede social e entenderam que isso custa muito caro, como consequência querem sem dúvida aproveitar esse novo ativo”, completa.


“Na prática isso quer dizer que uma empresa que vende móveis agora também quer vender propaganda, que uma plataforma de streaming percebeu que pode comercializar anúncios, que uma companhia de telefonia sabe quanto vale ter uma tela que está na palma das mãos de quem pode comprar com um clique ou que, por exemplo, uma Fintech entendeu que pode oferecer mais do que transações financeiras por meios tecnológicos”, pondera o publicitário.

24 horas de oportunidades


Foi exatamente dessa percepção que surgiu a chamada Mídia Banco24Horas. A habilidade de conectar pessoas e oportunidades de compra nos espaços ainda não explorados, especialidade de Flávio Polay, fez dele mais uma vez o head da transformação publicitária.

O especialista foi convidado pela TecBan, empresa formada pelos principais bancos do País (Banco do Brasil, Caixa, Santander, Bradesco e Itaú) para potencializar o Banco24Horas como plataforma de mídia.


Polay ajudou a transformar os terminais eletrônicos espalhados pelo Brasil em oportunidades de publicidade. “Instalamos telas em Full HD em cima de caixas eletrônicos que estão espalhados por supermercados, farmácias, lojas de conveniências, shoppings e outros centros de compra e comercializamos esse espaço. Nos próximos meses, a própria tela de transação bancária será o painel de anúncios”, conta.


Hoje, muitas propagandas que poderiam estar na gestão de tráfego da rede ou entre os comerciais de TV já foram para esse novo espaço e aparecem em mais de 2.500 endereços espalhados por 115 cidades brasileiras. “Sim! As empresas descobriram que nenhuma plataforma conhece melhor os seus consumidores e usuários e, por isso, são as novas donas do jogo e que podem criar novas unidades de negócios dentro do próprio business”, afirma Polay.

“Mas está além de usar uma tela não convencional para fazer propaganda. Trata-se de ocupar uma tela qualificada para resultados exponenciais”, alerta o especialista. Flávio Polay descobriu que mais de 50% das pessoas que entravam em estabelecimentos comerciais em busca do Banco24Horas queriam, principalmente, sacar dinheiro e que 82% dos saques foram sucedidos de compras no próprio local, então, decidiu instigar o dono das cédulas que serão entregues pela máquina com o que ele pode gastar segundos antes do saque. “É ter a chance de dizer: gaste aqui, antes de qualquer outro apelo comercial”, finaliza.


Os projetos não pararam por aí. Depois da TecBan, Flávio Polay foi chamado pela Tim para fazer o mesmo com os 70 milhões de clientes espalhados pelo Brasil e mostra outra vez inovação no mercado de mídia. Nem os nativos digitais com um consumo tão orgânico das telas escapam desses bastidores da inteligência de dados, antes mesmo de deslizarem o dedo, o especialista já pensou no próximo clique e é claro, outro convite para uma compra que vai parecer muito interessante estará exatamente ali. 


Sabe aquela história de estar no lugar certo e na hora certa? Sempre foi esse o espírito da propaganda mais assertiva, empresas de todos os segmentos descobriram isso e uma nova era da publicidade começa.



Sobre Flávio Polay


Um dos sócios da Elemidia, empresa pioneira na mídia de elevadores, esteve à frente do TVMinuto, da Rede Bandeirantes, projeto que explorou o espaço publicitário de tráfego por meio das telas em Metrô, ônibus, terminais rodoviários e aeroportos. É contratado da Ícaro Media Group no Brasil, que detém a concessão de exploração da publicidade da Tim e mentor de profissionais do mercado publicitário.


Antes dele, ninguém poderia supor que ao invés de passar alguns segundos subindo e descendo, enquanto notava os números aumentando ou diminuindo no painel de um elevador, de repente voltaria a atenção quase hipnotizada para as telas que invadiram os elevadores por aí, e mais, que bastariam alguns andares para ter despertado um novo desejo de consumo.


Autor de projetos que depois de anos ainda são cases de estudos para os novos profissionais da publicidade e propaganda e do marketing, o empresário é considerado uma das principais referências aos millennials e pelo visto pretende ensinar também as gerações Z e Alfa sobre a estratégia de cruzar dados, comportamentos e oportunidades. 


Instagram: www.instagram.com/flaviopolay

5 visualizações0 comentário