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Empoderamento feminino: quais são as dificuldades da mulher no mercado de trabalho?

Atualizado: 8 de set. de 2021

A diretora da Ageimagem, Patricia Limeira, fala sobre a sua trajetória


Foto: Patrícia Limeira, diretora da Ageimagem


O lugar da mulher é onde ela quiser. A participação das mulheres no mercado de trabalho é cada vez mais forte. Elas ocupam lugares de liderança, mostrando a sua competência e qualificação profissional e provando que estão, sim, obviamente, aptas a estar onde quiserem.


As mulheres ocupam posições de poder e, com o empoderamento feminino, elas tornaram-se empreendedoras, jornalistas, doutoras, entre outras profissões. Estão por toda parte, lutando por seus direitos e enfrentando os desafios do mercado de trabalho.


A jornalista e diretora da AgeImagem, Patricia Limeira, conta como foi a sua trajetória no mercado de trabalho até montar a sua empresa, que, há 16 anos, presta serviços aos seus clientes e sobrevive à crise causada pelo covid-19.


“Eu decidi empreender após deixar a TV Bandeirantes onde eu era editora e apresentava um quadro no Jornal da Noite, com Roberto Cabrini. Eu tinha certeza que no mercado corporativo eu poderia fazer a diferença com o meu trabalho”, afirma.


Ela continua e conta que, 16 anos depois, teve a certeza de que tomou a melhor decisão da sua vida. “Faço o que amo e isso tem enormes benefícios para quem contrata os nossos serviços. Quando tem afeto envolvido, o cliente percebe e sabe que será bem acolhido.”, afirma a diretora da Ageimagem.


Quando uma mulher está em posição de poder, surgem comentários que colocam a sua capacidade de liderança em questão. Mas, apesar do machismo estrutural que toda mulher sofre, Patricia Limeira conseguiu lidar com as dificuldades impostas e trilhar um caminho de sucesso na Assessoria de Imprensa.


“O maior desafio para uma mulher empreender é saber que, a cada dia, ela irá enfrentar o machismo estrutural. Passei e passo por inúmeras situações de assédio sexual e moral, em que sou testada o tempo todo. Mas aprendi, cedo, que o meu trabalho fala por mim e que ser firme na postura profissional é a melhor forma de enfrentar o machista”, alerta.


Para Patrícia, o machismo nem sempre é explícito, pois pode vir disfarçado em pequenos gestos e atitudes. Ela afirma que ser ouvida e respeitada pela qualidade do seu trabalho exige demais, principalmente pelo fato de ser uma mulher no mercado de trabalho em uma posição de poder.


“Temos que estar sempre atentas e não dar trégua na busca diária pela excelência. Demandamos mais energia e sinto que sou uma entre tantas mulheres que têm um papel social a cumprir. Devemos isso a todas as mulheres que seguirão os nossos passos”, acredita a CEO da empresa.

Não existe um segredo específico para vencer o machismo estrutural, mas existe o empoderamento feminino. Ele tem mais força ainda quando as mulheres se reúnem e veem umas às outras como parceiras e não rivais, como a sociedade impõe.


Apesar das dificuldades, Patricia Limeira conta como foi conciliar o papel de mãe e empresária e diz que a Ageimagem também é uma filha para ela. “Na minha vida de empresária, sempre tive que conciliar meu tempo com a criação dos filhos. Os dois têm quase a mesma idade da Ageimagem. Então, os papéis sempre se misturaram.”


A culpa não dá trégua e Patrícia admite que a conciliação é um desafio. “Já culpei a empresária por tomar o tempo da mãe e culpei a mãe por tirar a atenção da empresária. Hoje, vejo que me esforcei ao máximo para cumprir os dois papéis e posso dizer que tudo valeu muito a pena”.


Apesar de toda a luta extra por ser mulher, a empresária acredita que o percurso é enriquecedor e que coisas boas foram alcançadas. “Eu sempre digo que a Ageimagem é como um filho querido. É um amor infinito, que já me ofereceu bons e maus momentos. No momento, por exemplo, estamos numa crise sanitária e econômica que exige mais dedicação de cada um de nós, mas me sinto uma mulher empoderada e realizada. ”


Empreender não é uma tarefa fácil, requer paciência e dedicação. Patrícia diz que para se tornar uma boa empreendedora, teve que excluir as palavras “desistir” e “abandonar” do seu vocabulário.


“Para mim, empreender é ousar, correr riscos, se frustrar e ter força suficiente para seguir em frente. Empreender é viver intensamente os desafios diários da sua própria existência”, finaliza a jornalista e CEO da Ageimagem.

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