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Fertilidade: A idade reprodutiva da mulher

Atualizado: Mar 14

Saiba qual é a idade com mais chances de gravidez e quando aumentam os riscos de complicações e as dificuldades para engravidar




As aulas de educação sexual nas escolas orientam as meninas sobre os perigos de uma gravidez precoce, mas não abordam um aspecto fundamental para a formação da mulher: a fertilidade. Por um lado, é importante informar sobre os riscos de uma gravidez não planejada, mas também é igualmente importante ampliar essa discussão. Com isso, as jovens chegam à idade adulta com poucas informações sobre o que acontece com o próprio corpo na hora em que desejam gestar. A capacidade reprodutiva tem a sua própria dinâmica e os níveis de fertilidade e chances de gravidez variam de acordo com cada faixa etária.


"É recomendado que todas as mulheres jovens façam uma avaliação de sua reserva ovariana. Esse rastreio pode significar a diferença entre conseguir engravidar futuramente com óvulos próprios e não doados", explica o Dr. Roberto de Azevedo Antunes , diretor da clínica Fertipraxis de Reprodução Humana localizada no Rio de Janeiro.


Mas quais as chances de uma gravidez e riscos na gestação, de acordo com a idade?


20 anos+ - A partir dos 20 anos, a qualidade dos óvulos já começa a ser decrescente.


25 aos 29 anos - Nessa fase da vida da mulher, as chances são grandes dela ter uma gestação com baixos riscos de complicações na gravidez e no pós-parto.


29 aos 35 anos - Nessa faixa etária, a qualidade dos óvulos ainda é considerada boa e as chances de gravidez ainda são consistentes.


35 anos+ - A partir dessa idade, as dificuldades para engravidar naturalmente ficam maiores a cada ano.


40 anos + - Aumenta muito o risco de abortamentos espontâneos relacionados à idade da mulher e complicações como diabetes gestacional e hipertensão da gravidez. Nesta fase após 40 anos a mulher frequentemente necessita o auxílio médico para engravidar, seja por medicamentos indutores de ovulação ou por meio da fertilização in vitro.


45 anos - Aos 45 anos a expectativa de gravidez espontânea com sucesso já é muito baixa, a reserva ovariana também compromete mesmo a expectativa com a fertilização in vitro.


48-49 anos - Mulheres nessa faixa que ainda menstruam, de forma irregular, acreditam que podem engravidar sem grandes problemas, o que não é verdade, pois já estão na prémenopausa. E embora ainda exista a presença da menstruação, isso não quer dizer que a ovulação esteja dentro dos padrões desejáveis.



Segundo a especialista em reprodução assistida Dr.ª Maria do Carmo Borges de Souza, "Para avaliarmos os embriões quando estas preocupações de idade se tornam reais, o teste genético pré-implantacional identifica a condição de euploide, ou seja, o nome dado àqueles que tem os cromossomos em número esperado de 46 (23 pares) e com as informações genéticas que vem de cada um dos pais bem organizadas. Se todas as instruções contidas nos cromossomas estiverem certinhas, a chance de gravidez independe da idade', explica a médica, diretora da Fertipraxis, Presidente da Rede Latino Americana de Reprodução Assistida (Redlara) e diretora da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).



Tanto mulheres quanto homens são impactados pelo envelhecimento no que se refere à fertilidade, embora o sexo feminino seja mais afetado. Nos homens, em geral há uma diminuição da qualidade do sêmen se dá após os 40 anos de idade.


De acordo com o Dr. Marcelo Marinho, outro especialista em reprodução assistida e diretor médico da clínica Fertipraxis. "Muito estresse em relação à qualidade dos óvulos poderia ser evitado caso as mulheres se precavessem e congelassem seus óvulos antes dos 35 anos, sem contar a prática de hábitos e alimentação saudáveis que favorecem o sucesso da fertilização posteriormente", conclui.



Sobre Dra. Maria do Carmo Borges de Souza


Graduada em Medicina com Mestrado e Doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora da UFRJ e Livre - Docente pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Presidente da REDLARA - Rede Latino Americana de Reprodução Assistida. É membro da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia - ESHRE; Membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida - SBRA; Diretora da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro e Diretora Médica da FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana.



Sobre Dr. Roberto de Azevedo Antunes

Graduado em Medicina com Especialização em Reprodução Assistida e Endoscopia Ginecológica. Mestre em Ciências da Saúde, com ênfase em Fisiologia endócrina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Diretor Médico da FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana, Diretor da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro e Diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução AssistidaSBRA.



Sobre Dr. Marcelo Marinho de Souza

Graduado em Medicina com Mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Diretor Médico da FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana, especialista em Reprodução Humana com títulos pela Rede Latino Americana de Reprodução Humana (REDLARA) e Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). É membro da American Society for Reproductive Medicine (ASRM) e da European Society of Human Reproduction and Embriology (ESHRE).



Sobre a FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana - http://www.fertipraxis.com.br


A Clínica FERTIPRAXIS é certificada pela Rede Latino-americana de Reprodução Assistida por cumprir com eficiência as normas de controle de qualidade requeridas para todos os procedimentos. As instalações modernas são equipadas com recursos de alta tecnologia para manipulação e criopreservação de gametas e embriões, garantindo segurança no manuseio das amostras biológicas. Junto à tecnologia, o acolhimento aos pacientes é objetivo primordial.  Os profissionais que atuam na clínica, médicos especialistas, embriologistas,  enfermagem e psicóloga, utilizam as mais avançadas técnicas de reprodução assistida para atender, orientar e tratar da forma mais adequada as pessoas que querem engravidar.


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