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Janeiro Branco: a importância do apoio psicológico nos tratamentos de reprodução assistida

Especialista afirma que a abordagem multidisciplinar é fundamental para um tratamento bem sucedido




Fatores emocionais, que normalmente acompanham os pacientes que enfrentam um diagnóstico de infertilidade e necessitam do auxílio da medicina reprodutiva, são cada vez mais importantes para que o resultado do tratamento seja positivo. No mês de conscientização sobre a saúde mental é preciso debater o tema e identificar as causas do estresse cotidiano e da ansiedade e seu impacto na fertilidade. Uma série de estudos busca entender de que maneira podemos reduzir sua influência nas mulheres que pretendem engravidar. Pesquisas indicam que não apenas a tensão vivenciada neste momento de pandemia, mas também experiências passadas afetam a capacidade de ter filhos.


No último congresso realizado pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, foi apresentado um trabalho que demonstrou que o estresse ainda na infância continua refletindo na vida adulta e pode impactar a fertilidade da mulher. A pesquisa foi realizada com mulheres em idade reprodutiva que iriam fazer fertilização in vitro (FIV) e responderam a um questionário sobre adversidades na infância. Os pesquisadores queriam saber se o estresse em idade tão precoce afeta a fertilidade futuramente. O resultado apontou que 29% das mulheres inférteis analisadas que foram submetidas à situações de estresse, perderam o bebê após implantação do embrião por meio da FIV.


De acordo com o especialista em Reprodução Assistida, Dr. Alfonso Massaguer, da Clínica Mãe, localizada em São Paulo "a explicação para esse desfecho é que, ao ser submetido ao estresse, nosso organismo responde produzindo hormônios que aumentam as reações inflamatórias. Esses hormônios, liberados por áreas do cérebro e pelas glândulas adrenais, que ficam acima dos rins, interferem na implantação do embrião, aumentando o risco de falhas e de perda da gestação", explica o médico. "Diante da importância dos fatores emocionais nesse processo, quanto mais eles forem adequadamente controlados, melhor tende a ser o prognóstico da gestação", ressalta.


Além disso, o próprio tratamento da infertilidade, por si só, representa fonte de ansiedade e medo para os casais. "As mulheres que experimentaram um estresse maior anteriormente, possivelmente, terão mais sintomas de ansiedade e depressão nesse momento. Daí a importância de que, nesse contexto, além dos recursos e técnicas da reprodução assistida, se ofereça apoio emocional para o casal. Esse equilíbrio aumenta as chances de êxito do tratamento e da gestação", aponta Massaguer.


"O apoio de um psicólogo cria um espaço de escuta e de acolhimento em torno das dificuldades emocionais e das elevadas expectativas dos casais que buscam tratamentos de reprodução assistida. Não podemos afirmar que uma mulher seja infértil ou que o embrião não implantou devido ao stress ou motivo psicológico, mas podemos afirmar que aqueles casais que estão com a saúde emocional em ordem, e estão alinhados e unidos entre si e com a equipe médica, certamente têm maiores chances de conseguirem o seu bebê. Muitas vezes, os tratamentos são como uma maratona, repleta de obstáculos e adversidades, sendo que aqueles que conseguem controlar o emocional geralmente conseguem atingir a reta final.” finaliza o especialista.



Sobre Dr. Alfonso Massaguer - CRM 97.335


É Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e atua em Reprodução Humana há 20 anos. Dr Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) especializada em reprodução assistida. Foi professor responsável pelo curso de reprodução humana da FMU por 6 anos. Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Também é diretor técnico da Clínica Engravida, autor de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina, com passagens em centros na Espanha e Canadá. www.mae.med.br


A Ageimagem é a assessoria de imprensa da Clinica Mãe. www.ageimagem.com.br

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