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Os tempos difíceis da Pandemia: os desafios de manter a saúde mental na gravidez

Veja o artigo exclusivo da psicóloga Kênia Gondo e veja como proteger a grávida dos efeitos psicológicos da quarentena 




O assunto de hoje é: saúde mental e maternidade. Sabemos da importância de cuidar da nossa saúde mental e emocional, mas é ainda mais essencial quando somos mães.

Isto por que após o nascimento de um filho, a mulher precisará continuar a lidar com imensos desafios e sua resiliência será continuamente testada. Alguém duvida?

Quem fala deste assunto, é a psicóloga Kênia Gondo, nossa colunista aqui no MdM. Confira!


SAÚDE MENTAL E MATERNIDADE

“Ser mãe e dar conta de tudo nem sempre é uma tarefa fácil, mas manter a mente saudável é essencial para a formação e desenvolvimento das crianças”


A gravidez é uma das experiências mais marcantes na vida de uma mulher. Porém, desencadeia mudanças físicas, emocionais e sociais que necessitam de uma grande adaptação profissional e pessoal. Durante a gestação e após o parto, observa-se um aumento do risco de problemas de saúde mental nas mulheres. Isto devido à expectativa e ansiedade decorrentes do momento, as mudanças do corpo e com a chegada do bebê. Principalmente nessa fase é fundamental adquirir um bom gerenciamento das emoções. Afinal, são muitos os medos, preocupações e desafios que se fazem presentes quando uma mulher decide ser mãe. É muito importante compreender quando estes medos começam a interferir na saúde mental, na qualidade de vida, na relação com o parceiro, nas relações sociais e na saúde física da mulher.


A maternidade pode trazer muita satisfação com a liberação do hormônio ocitocina que traz a sensação de bem-estar ao cuidar do bebê. Mas por outro lado, este cuidado é bastante desafiador e exige muito equilíbrio emocional para não gerar um quadro de depressão. A sobrecarga materna é tão obvia que as pessoas deixam de buscar ajuda especializada. A gravidez faz com que o sonho de viver algo único, traga muitos sentimentos positivos. Mas as mudanças hormonais fazem com que a mulher vivencie muitos medos, incertezas e culpa. Existe uma expectativa irreal, de que a futura mamãe deveria sentir apenas sentimentos positivos, pois gerar uma criança é visto como uma dádiva. Mas essa cultura faz com que muitas mulheres sofram profundamente por considerar que estão sentindo algo que uma mãe não deveria experimentar. Aprender a identificar as emoções reais é fundamental para a uma gravidez equilibrada e confortável.


Leia também: como as emoções dos pais afetam os filhos


O autoconhecimento e a percepção de suas limitações são necessários para a saúde emocional das mães. Neste sentido um processo psicoterapêutico pode fazer a diferença para superar por esse turbilhão de emoções comuns na gestação e no puerpério. Quando uma mãe aprende a priorizar a sua saúde mental com autocuidado e tempo para si mesma, consegue determinar momentos de lazer que vão além de estar com os filhos. A maternidade pode causar uma estafa mental e física.  Isto pode vir a se tornar crônica, e a mulher tem que se dar conta de que ela não precisa ser perfeita e realizar todas as tarefas. É necessário um tempo de adaptação para adquirir novas habilidades nessa nova rotina sem que isso cause um transtorno de ansiedade ou depressão.


A depressão afeta cerca de um quinto das mulheres e é um dos transtornos mentais mais prevalentes na gravidez e no período pós-parto. A depressão pré-natal é o principal fator de risco para depressão pós-parto. Para manter a saúde mental e aprender estratégias emocionais e comportamentais para prevenir o quadro., a identificação precoce da doença é fundamental. Entre as causas mais comuns de depressão estão: a gravidez de risco ou partos complicados, histórico de psicopatologia, gravidez não planejada, situações financeiras ruins ou desemprego, stress crônico ou má relação com a família, falta de apoio, ausência de amigos, estado civil, problemas de humor da mãe durante a gestação, conflitos com o parceiro, autoimagem negativa, stress, maternidade precoce, separação conjugal, abuso psicológico, agressão ou luto de algum ente querido.


Um acompanhamento psicoterapêutico da mãe pode ser sugerido como uma intervenção preventiva da depressão pós-parto, quando reconhecido algum dos fatores preditores para problemas de saúde mental. Na psicoterapia elas aprendem que o autocuidado é fundamental, até mesmo para que os filhos possam modelar essa mãe e também aprenderem, por meio do exemplo, a cuidarem de si mesmos para serem mais felizes.


A intervenção psicológica para grávidas que apresentam maiores dificuldades no controle das emoções, pode ser feita para prevenir sintomas negativos, trabalhando os medos e várias situações que possam ser complicadas na adaptação da maternidade.


Leia também: depressão pós-parto


Através de algumas estratégias psicoeducativas que envolvem uma relação terapêutica de confiança, com foco na expressão dos sentimentos, reorientação emocional, ajustes de crenças, revisão de medos, fortalecimento de enfrentamentos, aquisição de novas habilidades e repertórios mais saudáveis, assim como rotinas com mais qualidade de vida ( passeio com o carrinho de bebê, exercício físico, alimentação e os pilares de saúde integral), fazem a diferença, assim como a inclusão do parceiro na divisão de tarefas e cuidados com o bebê.


Este modelo promove também a quebra da cultura de que o pai deva apenas prover recursos financeiros, enquanto a mãe, adoece mediante a tantas responsabilidades e falta de apoio nas inúmeras tarefas desafiadoras que envolvem a criação de um ser humano saudável emocionalmente.


A pressão que uma mãe sofre na criação de um filho sem partilhar tarefas e compromissos faz com que ela veja a si mesma como imperfeita. Além disso, ainda existe a projeção de um modelo materno idealizado e perfeito que ela deveria saber cumprir de forma instintiva e natural como se o fato de se tornar mãe bastasse para tornar-se habilidosa em todos os desafios que envolvem o cuidado e formação do bebê. A consciência de que a saúde mental da mãe requer o mesmo cuidado que a saúde física, eleva as chances de manter mãe e filho saudáveis na gestação e no puerpério, portanto é muito importante levar informações sobre a promoção da saúde integral.


* Kênia Gondo (CRP 87810) é psicóloga pós graduada em psicologia cognitivo comportamental. É empresária e fundadora e diretora da Vivapleno, Espaço de Saúde Mental e Desenvolvimento Humano Integrado – Psicologia Clínica e Organizacional.


Veja mais em: macetesdemae


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