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Outubro Rosa: como preservar a fertilidade no tratamento contra o câncer de mama

Especialistas recomendam o congelamento de óvulos como a melhor opção para quem quer engravidar e vai se submeter ao tratamento do câncer de mama


Foto: Google Imagens


O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo e afeta milhares todos os anos. Somente em 2021, o INCA estima que 66.280 novos casos surjam ao longo do ano. A quimioterapia, além da cirurgia, muitas vezes, é necessária para complementar o tratamento e, dependendo do tipo de droga utilizada, a fertilidade da mulher pode ser diretamente afetada, de acordo com os especialistas.


Entre os principais fatores de risco estão idade, obesidade, hábitos de vida, consumo de álcool e dieta rica em gorduras e açúcares, além de histórico genético e tratamentos hormonais.


A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (SAMR) e a Sociedade Americana de Oncologia Clínica recomendam o congelamento de óvulos como a melhor opção para quem quer engravidar e vai se submeter ao tratamento do câncer de mama.


O médico especialista em Reprodução Humana Dr. Alfonso Araújo Massaguer, da Clínica Mãe, explica que, durante o tratamento do câncer de mama, a reserva de óvulos pode ser afetada, o que impossibilita a gravidez da mulher de maneira espontânea.


“Uma alternativa para quem deseja engravidar e vai passar pelo tratamento do câncer de mama é congelar os óvulos, no caso das mulheres, ou os espermatozoides, no caso dos homens, para, depois das sessões de quimioterapia, tentar a gestação.”


O Dr. Alfonso ressalta, ainda, o alto padrão de qualidade e de recomendação em torno do congelamento de óvulos para pessoas com baixa reserva ovariana, que tenham diagnóstico de câncer, risco de perder os ovários ou, até mesmo, que não tenham planos para engravidar em curto prazo.


“Através do congelamento de óvulos, é possível preservar a autonomia reprodutiva da mulher, principalmente em pacientes entre 30 e 35 anos sem pretensão de ter filhos nos próximos anos.”


Outubro Rosa fala também de prevenção


Apesar da estimativa de novos casos para cada ano não ser nada positiva, é importante destacar que atos de prevenção podem reduzir em até 28% o risco de desenvolvimento dessa doença. E é justamente pensando em incentivar a prevenção que o Outubro Rosa foi criado.


A campanha do Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama e tem o objetivo de mostrar às mulheres que pequenas atitudes podem fazer toda a diferença quando se trata da prevenção contra o câncer de mama.


Desde a realização anual da mamografia, até o autoexame das mamas, bem como a adoção de hábitos saudáveis que podem ser incluídos no dia-a-dia.


Vale lembrar que as dores na mama, por exemplo, podem ser normais, pois, pelo menos 70% das mulheres sentem esse desconforto na TPM. Além disso, alterações hormonais na gravidez também podem gerar dor na mama.


Mesmo assim, a recomendação é para que seja feito o autoexame para conferir se não existem anomalias associadas às dores. Mantenha uma alimentação saudável, sem consumir produtos industrializados em excesso, pois eles causam alterações hormonais que desencadeiam a doença.


Pratique exercícios físicos regularmente, pois eles auxiliam no controle hormonal e reduzem os riscos de câncer de mama. Cigarro e bebidas alcoólicas devem ser evitados, porque, além de desencadearem o câncer de mama e outros cânceres, causam dependência química e podem interferir negativamente na fertilidade.


Sobre Dr. Alfonso Massaguer - CRM 97.335


É Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e atua em Reprodução Humana há 20 anos. Dr Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado), especializada em reprodução assistida. Foi professor responsável pelo curso de Reprodução Humana da FMU por 6 anos. Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Também é diretor técnico da Clínica Engravida, autor de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina, com passagens em centros na Espanha e no Canadá.


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